Rodrigo Scarpa, o repórter Vesgo do “Pânico”, revela detalhes da perseguição à cantora Britney Spears e conta que a “crab dance” - dança do siri - ficou famosa nos EUA
POR LIA LEHR

A perseguição de Vesgo à cantora Britney Spears
A perseguição de Vesgo (Rodrigo Scarpa) e Ceará (Wellington Muniz) à cantora Britney Spears em Los Angeles, na semana passada, tornou a dupla do “Pânico” mundialmente famosa. Fotógrafos e jornalistas que também seguiam a estrela na quinta-feira (28) acharam para lá de engraçada a cena em que Vesgo, usando uma peruca pink, tentou entregar um presente a Britney quando ela saía de uma cafeteria. Aos berros de “Britney, sou do Brasil, tenho um presente para você” e “Britney, eu te amo”, o humorista acabou virando notícia em sites americanos e canais de TV. Nos Estados Unidos desde o dia 22 de fevereiro para a cobertura do Oscar, Rodrigo e Wellington devem voltar ao Brasil na semana que vem. Até lá, continuarão na cola da ex-princesinha do pop. As cenas irão ao ar nas próximas edições do programa “Pânico”, no quadro Presente Misterioso. A seguir, Vesgo revela detalhes da perseguição e fala sobre a fama que conquistou lá fora:
De quem foi a idéia de entregar o presente a Britney Spears?
O desafio de encontrar Britney foi proposto ao vivo no “Pânico”. O apresentador Emílio (Surita) duvidou que fôssemos encontrar com a cantora e perdeu uma aposta que fiz com ele fora do ar, de cinco mil reais. Usei a peruca rosa em homenagem a Britney Spears, pois sei que ela gosta e usou quando raspou o cabelo no ano passado.
Há quanto tempo estão seguindo a cantora?
Estamos há mais de duas semanas acompanhando o dia-a-dia dela. Procuramos Britney nas proximidades do seu condomínio, na academia em que costuma dançar, em Beverly Hills, em festas de Los Angeles e até mesmo na Disneylândia. Em uma dessas festas de Hollywood, entrevistamos Kenny G e encontramos com Tobby Maguire e Bruce Willis.
Além de vocês, havia muita gente atrás dela?
Fiquei impressionado com a quantidade de paparazzi que ganham a vida tirando fotos da cantora. Ela sem dúvida é a celebridade que mais vende fotos pelo mundo e gera notícia a cada passo que dá, por isso foi muito difícil chegar perto para arrancar alguma palavra dela. Pedi para ela mandar um beijo para o Brasil e ela mandou. Mais detalhes não posso revelar, pois posso estragar a saga que gravamos em Hollywood. Podem ter certeza de que vai ser tão bom quanto o Dança Galvão, o Renova Silvio ou as Sandálias da Humildade. Estão todos convidados a assistir no próximo domingo.
E que presente é esse?
O presente é um mistério. Ninguém sabe ainda o que é.
É a perseguição mais difícil que já fez?
É difícil, pois se trata de Britney Spears, um dos ícones pops mais visados mundialmente. Uma mulher que, aonde vai, arrasta 50 paparazzi a tiracolo. Chegar perto da cantora já é difícil, imagina entregar um presente para ela.
E conseguiu?
Se entreguei ou não, infelizmente não posso dizer…
Além da cantora, vocês vão importunar outros artistas?
Iríamos entrevistar Sylvester Stallone em uma première e já tinha até comprado a fantasia do Rambo, mas como estávamos na tocaia de Britney, tivemos que cancelar. Gostaria muito de entrevistar Paris Hilton, quem sabe ela não será a próxima candidata do quadro Presente Misterioso.
É verdade que vocês acabaram virando notícia na imprensa americana por causa disso?
A imprensa americana queria saber quem era o “garoto da peruca rosa” que queria entregar um presente para a Britney. Eu e Ceará demos entrevista para o canal E! Entertainment Television, sites de celebridades locais e programas de TV. A imprensa daqui curtiu a nossa brincadeira com a Britney. Aproveitamos para divulgar a dança do siri internacionalmente, que rebatizamos de “crab dance”. Até mesmo Sal Mesekela, apresentador do E!, dançou a “crab dance”. No dia da entrega do Oscar, fizemos a dança do siri no tapete vermelho. O canal ABC nos entrevistou e pediu para ensinarmos a coreografia aos telespectadores.
Há diferença entre perseguir celebridades nacionais e internacionais?
Quando fazemos festas internacionais, lembro-me do nosso início no “Pânico”, onde ninguém nos conhecia e acabavam nos ignorando. Com o passar do tempo, com a fama, as coisas vão sendo facilitadas, mas aqui nos Estados Unidos às vezes me sinto um peixe fora d’ água. Ainda bem que a imprensa americana gostou da nossa brincadeira com a Britney. Gostei tanto daqui que penso até em ser correspondente internacional do “Pânico”. Quem sabe um dia. Seria interessante.