
Eu testei o novo navegador da Mozzila, o Firefox 3 e gostei muito do que vi… veja abaixo o release.
A primeira olhada no novo tema assusta! Vai ser feio assim lá longe… Os ícones parecem irregulares, e a base é a mesma do tema antigo. Resumindo, ficou um negócio muito mal feito, e espero, torço, rezo para que mudem isso até a versão final.

Ainda na barra de navegação, à direita dela as coisas melhoraram, felizmente. O histórico inteligente, que busca e exibe links do histórico e bookmarks enquanto se digita a URL, em tempo real e com detalhes, é formidável. Fica o receio de que o desempenho deste recurso seja ruim em computadores mais lentos, mas só será possível averiguar este ponto quando sair a versão final.

Ainda na barra de endereços, mas agora do lado direito, o botão “Ir” caiu fora, e uma estrelinha surgiu. Ela acrescenta, de maneira fácil e rápida, o site em exibição aos favoritos. E ali, num popup que aparece, escolhe-se o nome, a pasta e marcadores para o favorito. Tudo muito cômodo, tudo muito legal.

Os marcadores têm ligação direta com a barra de endereços inteligente. Se eu marcar o WinAjuda com a tag “windows”, ao digitar essa palavra na barra, o site surgirá como primeira opção.
Por fim, os mecanismos de pesquisa integrados. A grande novidade é uma feature que existe no Opera há séculos, e não sei por que cargas d’água, não existia no Firefox: palavras-chave. Vou dar um exemplo para ficar bem claro. Lá no gerenciador de mecanismos de busca, você seleciona o Google, e assimila como palavra chave a letra “g”. Agora, se você digitar “g windows”, automaticamente será exibida a página do Google com os resultados da pesquisa por “windows”. Genial, não?

A barra de navegação acabou, mas nosso tour continua. A próxima parada é o novíssimo Places, que na tradução tupiniquim ganhou o tosquíssimo nome de Biblioteca.

O Places (ficar repetindo “Biblioteca” não fica legal) nada mais é que uma central de navegação. Acessível através do menu Histórico, item Exibir todo o histórico… (ou atalho Control + Shift + H), trata-se de uma janela que mostra, num só lugar e com ferramentas comuns, histórico de navegação, marcadores (as famosas tags) e favoritos.
A ferramenta de busca é bastante robusta, traz vários filtros e pode ser restrita a qualquer um dos lugares citados no final do parágrafo anterior. É um destaque positivo, sem dúvida. Ferramentas fáceis e simples de backup e restauração também foram incorporadas, em local bastante acessível. Algo necessário e bem-vindo, já que casos em que os favoritos somem do nada são comuns.
Algo que chama a atenção é o novo ícone de feeds RSS (esse ao lado). O Firefox apresentou ao mundo aquele que hoje é padrão, e agora, na nova versão, ignora o padrão e, pior, traz um horrível? O que é isso, rebeldia sem causa? Não dá para entender…
A seguir, as opções (menu Ferramentas, item Opções…). Os ícones da parte superior mudaram também, só que neste caso, houve um respeito quanto à padronização, atenção esta que resultou num conjunto sólido e bonito. Dentre as opções, mudanças apenas na guia Programas, que ficou muito bem mais amigável e intuitiva.

Por fim, mas não menos importante, os complementos (menu Ferramentas, item Complementos). Agora os plugins, que são diferentes e não devem ser confundidos com extensões, têm uma aba própria. Ficou legal, pois além de ser possível desinstalá-los por ali, antes não existia nada que os centralizasse num só local.
A primeira aba é a mais interessante, porém. Na Adicionar, dá para pesquisar extensões sem precisar ir à página correspondente, no site da Mozilla. Não que isso seja algo de extrema dificuldade, mas pode acessar extensões do mesmo lugar onde gerenciamo-nas aumenta a vontade de procurar por novas. Infelizmente, não sei por qual motivo, o recurso não funcionou aqui…

As mudanças visíveis terminam por aqui. Por dentro, há outras novidades, as quais são meio difíceis de testar numa análise superficial, como esta. O Gecko 1.9, nova versão da engine do Firefox, promete melhorias em termos de velocidade e estabilidade. Durante os testes, o navegador não travou, e o consumo de memória oscilou entre 44 e 58 MB (10 abas abertas). No Firefox 2, nunca conseguiria isso, mas deve-se levar em conta que lá tenho algumas extensões, e aqui, nenhuma - a maioria é incompatível ainda, e das minhas, só a Hide Menubar funcionou. Ainda no campo das inside features, algo que ainda é incomum, mas que tem pinta de vingar, são os microformatos. Resumidamente, são regras de marcação para dados específicos. O Firefox 3 é o primeiro navegador a suportar microformatos nativamente. Uma aplicação prática: quando encontrar um ícone de um hCard (este:
), a especificação para cartões de visita, ao clicar nele, os dados do dono do hCard são automaticamente incluídos no caderno de endereços. Quer testar? Visite esta página, e clique no ícone do hCard, presente no rodapé da página.
(Antes de terminar, uma coisinha boba que eu sempre quis que o Firefox tivesse, e ele agora tem: ao selecionar uma palavra com um clique duplo, se você segurar o botão, e mover o mouse para o lado, antes ele ia selecionando caracter por caracter; agora, funciona igual o Opera, ou seja, seleciona palavra por palavra. Pra ficar perfeito, só falta, ao dar um clique duplo na palavra, o espaço que vem após ela não ser selecionado. No Firefox 4, quem sabe…)
Concluindo este texto despretensioso, cuja finalidade foi apenas dar uma pincelada no que o Firefox 3 trará, e quais os impactos dessas novidades para seus usuários (eu incluso), a impressão que fica é boa, embora o visual, graças à barra de navegação, esteja medonho. O impacto não será tão grande quanto o que o Firefox 2 causou, mas será uma atualização importante e relevante.
A propósito, caso queira ler mais sobre as mudanças estéticas e seus motivos, além de outras curiosidades sobre a nova versão do Firefox, recomendo o texto do Felipe.
Até a próxima, moçada!
Texto Original de: Rodrigo P. Ghedin
…Minha visão!
Eu sou um fã do Firefox.. a segurança que ele passa para o usuário juntando aos adicionais que ajudam a deixar a sua navegação mais divertida e prática é realmente ótima. a única coisa que não gosto é que quando você tá com ele aberto e sem querer acontece um travamento da máquina ou desligamento repentino do computador, quando você reiniciar o sistema e o firefox ele pergunta se quer restaurar a sessão.. isso é um perigo pois ele volta da onde você parou.. não entendeu?? Vejamos um exemplo:
Estou eu em uma Lan House acessando meus e-mails, administrações de páginas na internet…. tudo com senha , certo? vai que falte energia no local?? Daí ou você espera chegar a energia ou então torce pra que ninguém queira fazer merda com você… pois quando a próxima pessoa que estiver na máquina que você estava e abrir o firefox vai perguntar se quer restaurar uma sessão.. e conseqüentemente acessar o que você estava acessando naquele momento.. aí ta o grande perigo.
Nessa versão 3.0 do FF, quando você vai fechar o navegador com abas ativas.. ele pergunta se você quer sair e salvar a sessão ou apenas sair.. e cancelar… mesmo assim não te livra do “apagão”.